Audiência pública discute Reforma Obstetra no Brasil

Diversas entidades públicas participaram no debate sobre a garantia da saúde materna

Na manhã de ontem (27), ocorreu uma audiência pública na câmara dos deputados para a discussão de uma Reforma Obstetra, em alusão ao Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna. Dentre os convidados para abordar sobre a temática, estava a presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas, Dannyelly Costa, representando o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).

A presidenta abordou sobre a importância da equipe de enfermagem na área da obstetrícia, incluindo a falta de valorização, autonomia e ações de qualificação da categoria em meio a um país com taxas inaceitáveis de mortalidade materna.

Para ocorrer uma Reforma Obstetra, devemos pensar em uma mudança para uma linha de cuidado sistematizado, que não comece da maternidade, mas de um planejamento reprodutivo, capacitando profissionais para a aplicação de métodos contraceptivos de longa duração. Assim, avançando para o pré-natal de qualidade que inclui a garantia de ultrassom para gestantes e da autonomia do profissional de enfermagem na prescrição de medicamentos que reduzem a mortalidade materna. Para finalmente chegar em uma maior ampliação de maternidades, com uma qualificação profissional em urgência obstétrica em locais que não há manejo obstétricos” .

 

Ao encerrar, Dannyelly traz a necessidade de políticas públicas eficazes, sobre a luta dos sistemas Cofen/Coren para a autonomia dos profissionais de enfermagem para a garantia de assistência livre e da redução de violência obstétrica, mortalidade materna e neonatal a partir de uma equipe multiprofissional qualificada para assistência das mulheres.

Apoio a reforma obstetrícia

Entidades da sociedade civil lançaram, neste mês, petição pública pela Reforma Obstétrica no Brasil. O documento, que já tem adesão de trinta organizações, incluindo o Cofen e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), propõe um modelo de assistência centrado na fisiologia do parto, nas boas práticas científicas e no trabalho multiprofissional.

Para participar do abaixo assinado, acesse este link!

Dia 28 de maio

Consiste em um dia de tamanha importância para o cuidado feminino, com duas celebrações dedicadas às mulheres: o Dia Mundial da Saúde da Mulher e o Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna.

Pela definição, a mortalidade materna é o óbito que ocorre de uma mulher durante a gestação ou no período de 42 dias após o parto. Desta forma, o dia tem como objetivo a conscientização para exames como o de pré-natal e uma atenção durante o período puerperal, garantindo assim um bem-estar materno e fetal.