A Federação Brasileira de Planos de Saúde (Febraplan) apresentou, na última terça-feira (10/4), em Brasília, proposta de um “Novo Sistema Nacional de Saúde”, que canalizaria mais recursos públicos para a Saúde suplementar. A proposta tende a agravar o sub-financiamento, drenando recursos para a saúde suplementar e concentrando investimentos do SUS em alta complexidade
Em artigo publicado no site do Conselho Federal, o presidente do Cofen, Manoel Neri, critica a proposta da Febrplan, lembrando que “ o excesso de benefícios fiscais que os planos de saúde recebem do Estado” contribuem para o subfinanciamento do SUS. “Como profissionais de Saúde repudiamos este ataque da Febraplan ao SUS. O SUS pertence a cada um dos 208 milhões de brasileiros”, afirma.
O presidente lembra os avanços dos 30 anos do SUS e afirma que os 2 milhões de profissionais de Enfermagem estão na linha de frente do Sistema Único de Saíde, trabalham arduamente para reduzir o abismo entre o SUS sonhado e o SUS vivido.
“Em seus 30 anos o SUS transformou a Saúde no Brasil. Por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), o Brasil garante à população acesso gratuito a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Mais de 90% dos transplantes e tratamentos de alta complexidade como quimioterapia são realizados pela rede pública. O SUS oferece, ainda, assistência integral para pacientes com HIV/Aids, pacientes renais crônicos, pacientes com câncer, tuberculose e hanseníase”, afirmou.

