Colaboradores avaliam nova gestão  

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Com um quadro de funcionários bem enxuto: apenas 15 efetivos, o Coren Alagoas já começa a sentir o estilo de trabalho da nova gestão. Passado um mês de atividades, os colaboradores apontam como um dos aspectos positivos a própria inclusão da categoria na tomada de decisões dos gestores. Ouvimos aleatoriamente seis servidores, ou seja, mais de 20% do total. Confira o que eles disseram..

Na opinião do controlador Antônio Souza, que trabalha no Conselho desde 2015, é fácil perceber que o servidor hoje tem acesso imediato ao presidente, não há barreiras. Isso é muito positivo porque gera no trabalhador o sentimento de que ele pertence de fato ao Conselho, que é parte integrante, portanto, tem seu valor enquanto membro do sistema. “É diferente de quando há o sentimento de exclusão, de estar à margem, enfim, de compor uma hierarquia onde se é a parte menos valiosa. São essas as primeiras impressões sobre a atual gestão. Destaco, ainda, a objetividade. O presidente e os conselheiros são claros e diretos – dizem com clareza o que querem e sabem motivar a equipe. Espero que essa tendência se confirme com o tempo e que também possamos descobrir outros aspectos positivos’..

No Setor de Cadastro do Coren, Ana Flora Vieira e Erick Fabrício Santos opinaram que apesar de ser cedo para fazer avaliação, dá pra sentir uma melhora na acessibilidade aos gestores. “Nós fomos ouvidos. Vieram aqui saber das demandas, o que já sinaliza para um bom relacionamento de trabalho. Quando o gestor é receptivo, a gente tem esperança de que as coisas fluam. Aqui somos apenas dois para atender muita gente todos os dias.

Torcemos para que cheguem pelo menos mais dois funcionários, assim conseguiríamos mais agilidade no atendimento,” observou Flora, acrescentando que a iniciativa dos gestores em organizar o espaço físico das salas trouxe mais conforto e funcionalidade, já que foram descartados diversos utensílios inservíveis acumulados no ambiente. “Foi uma iniciativa simples, de custo zero, mas que mostra a intenção em proporcionar bem-estar no trabalho”, acrescentou Erick.

As enfermeiras fiscais Thalita Sales e Rosivânia Costa disseram que estão torcendo por resolutividade. “Esperamos que as infrações detectadas durante as fiscalizações sirvam para nortear ações mais incisivas por parte do Conselho. O Coren deve ser mais contundente e amarrar um plano de trabalho capaz de forçar a correção das inconformidades, colaborando para a evolução do serviço e condições de trabalho. Em todas as unidades fiscalizadas descobrimos falhas que persistem ano pós ano. É lamentável. Fica aquela sensação de que o Conselho não cumpre suas prerrogativas. Isso tem que mudar”.

Já o coordenador do Departamento de Denúncias Com Indícios de Infração Ética Disciplinar, Nayron Vasconcelos, em pouco mais de um mês o Coren renovou sua sinergia . O tempo é pouco e ainda não aconteceram obras impactantes, mas enxergamos boa vontade. Os projetos estão sendo elaborados e estamos tomando ciência dos fatos.

‘Espero que o Coren não seja apenas um órgão punitivo mas, acima de tudo, corretivo, no sentido de implantar e fazer funcionar por exemplo as comissões de ética nos diversos locais de trabalho de saúde. É preciso cobrar dessas comissões uma ação preventiva dos conflitos e agravos, ajudando a disseminar e garantir o cumprimento do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem’, resumiu.

De modo geral, os servidores ressaltaram perceber uma transparência, um ritmo mais ágil, uma abertura para ouvir sugestões, e eles disseram que estão motivados. Acreditam em novos paradigmas para a organização dos serviços da enfermagem.