Uma denúncia do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social e Trabalho do Estado de Alagoas (Sindprev-AL) sobre perseguições a servidores do Hospital Geral do Estado de Alagoas (HGE) chegou ao conhecimento do Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (COREN-AL) pela matéria do jornalista Lelo Macena, publicada em 24 de julho de 2013, no jornal Gazeta de Alagoas. Curiosamente, no dia 09 de agosto, o COREN-AL recebeu dois abaixo-assinados de profissionais que compõem a equipe de Enfermagem daquele hospital, discordando das denúncias feitas pelo sindicato, bem como dos termos empregados nas falas de seus representantes, o Sr. Cícero Lourenço (Presidente do Sindprev-AL) e a Srª Valda Lima (dirigente do Sindprev-AL).
Os representantes do sindicato denunciaram que os profissionais das alas azul, vermelha e amarela do HGE estavam submetidos a um regime de escravidão, sofriam assédio moral por parte dos coordenadores, a quem se referem como “capatazes” e “capitães do mato”. Já no documento apresentado ao COREN-AL, os profissionais (burocratas, enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem) do HGE demonstraram indignação, constrangimento e repúdio à denúncia do Sindprev-AL, afirmando que não há assédio moral e que os servidores não são obrigados a trabalhar mais que a escala de 12 horas. Os abaixo-assinados firmam o apoio dos profissionais do HGE às responsáveis pela Gerência Geral de Enfermagem, Sandra Márcia, e pela Coordenação das alas azul, vermelha e amarela, Ivanize Duarte, Patrícia Cruz e Eleonora Moraes. Mais de 80 profissionais assinaram os documentos de repúdio à denúncia.
Diante da situação, a Assessora Jurídica do COREN-AL, Elizandra Benjoíno, esteve no HGE para apurar os acontecimentos em reunião com os profissionais, para escutar o outro lado das denúncias. Os profissionais relataram que, conforme consta nos abaixo-assinados, não estão submetidos a assédio moral. Afirmaram também que pedem por melhores condições de trabalho, mas que isso nada tem a ver com a atuação das coordenações e gerência, com quem sempre mantiveram relação amigável e profissional. Sobre a carga horária de trabalho, os profissionais de Enfermagem explicaram que a escala de trabalho é de 12 horas e que não há pressão para que o profissional a exceda. Quando o profissional trabalha mais que isso, ou tira outros plantões, é por opção e necessidade própria e não da coordenação.

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