A gestão “Um Novo Tempo” do Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren-AL) está lançando em 2020 o projeto “A cor da enfermagem”, que tem como objetivo, além da valorização profissional, apresentar à sociedade os profissionais que compõem a enfermagem alagoana.
O coordenador do Comitê de Valorização do Coren-AL, Esvaldo Santos, explica como funcionará o projeto. “Estamos trazendo profissionais capacitados, mestres ou doutores em determinadas áreas. Nesta primeira edição trouxemos a professora mestra Maria Zélia de Araújo Lessa Santos para falar sobre o Janeiro Branco”.
Zélia Lessa relata que a campanha teve início na psicologia, e posteriormente englobou diversas áreas, para dar atenção à saúde mental.
“Janeiro branco é uma campanha que teve inicio com a psicologia e depois agregou todos os profissionais e a sociedade de uma forma em geral para pensar sobre a saúde mental”, afirmou, enfatizando a importância dos profissionais da enfermagem estarem incluídos nesse processo.
Confira abaixo o artigo completo da professora:
Reflexões do COREN -AL sobre o Janeiro Branco | Saúde Mental e Emocional
A Campanha Janeiro Branco teve início em 2013, a partir do simbolismo do Ano Novo. Momento propício para uma autoanálise, um repensar valores para, dessa forma, possibilitar o despertar para o conhecimento de si mesmo e para tudo que envolve essa questão.
Essas reflexões levaram o psicólogo Leonardo Abraão a iniciar a Campanha Janeiro Branco com o objetivo de oportunizar as pessoas a pensarem e se conscientizarem acerca das questões de Saúde Mental no sentido de quebrar tabus, desmistificar preconceitos e levar a sociedade, em suas várias instâncias – política, social e institucional -, a pensar e vivenciar estratégias que possibilitem ao indivíduo expressar suas emoções, compartilhar seus medos, buscar ajuda, melhorar sua interação com os outros e, consequentemente, ter uma melhor qualidade de vida e saúde.
A partir dessas premissas, deve-se levar em conta que o Janeiro Branco não deveria ser algo pontual, uma vez que as questões cotidianas que envolvem a busca constante, e a todo custo, por status social, competitividade, fragilidades nas relações, entre outros, frequentemente estão desestabilizando o indivíduo e colocando em xeque suas emoções, comprometendo o seu convívio social, seu trabalho, sua família, sua saúde física e mental.
Neste contexto é necessário que o próprio indivíduo perceba a necessidade de mudanças de hábitos de vida e também que o poder público e a sociedade, de uma forma geral, estejam mobilizados para implementação de politicas publicas para o enfrentamento das questões que impactam nos aspectos biopsicossociais.
Em relação ao mundo do trabalho, deparamo-nos frequentemente com o sofrimento psíquico, sendo necessário e importante analisarmos também as exigências do mundo do trabalho; suas condições; suas relações interpessoais; e a forma de gerenciamento a que os trabalhadores estão expostos, no sentido de prevenir as situações causadoras e ou desencadeadoras de sofrimento psíquico no trabalho.
A Campanha Janeiro Branco ocorre justamente para refletirmos sobre as causas do sofrimento psíquico e visualizarmos formas de prevenção e combate ao adoecimento no trabalho, na sociedade, na família, na vida, e são nesses aspectos em que ela se fundamenta.
Pela magnitude do tema, é necessário o desenvolvimento de ações interprofissionais com uma abrangência social e coletiva.
Maria Zélia de Araújo Lessa Santos.
Enfermeira – COREN-37885\AL
Mestra em Ciências da Saúde\Saúde Mental
Enfermeira do trabalhou \ UFAL
Coord do Prog de Enfermagem em Psiquiatria e de Mental\ UNCISAL
Docente das disciplinas Enfermagem do Trabalho e Saúde Mental
