
Em dois dias, 12 instituições de saúde já foram fiscalizadas pelo Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren-AL) para verificar a distribuição dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). A meta é fiscalizar mais de 50 instituições de saúde até sexta-feira, dia 27.
Entre os locais, a equipe de fiscais esteve nesta terça-feira (24) no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu e Hospital Escola Dr. Helvio Auto (HEHA) que apresentaram os fluxos de organização do serviço de enfermagem bem organizados e o abastecimento de EPI’s conforme preconiza as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde e Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).
Em contrapartida, algumas Unidades Básicas de Saúde (UBS) estão faltando equipamentos. Na UBS do bairro da Pitanguinha, em Maceió, faltam máscaras, avental/capote, papel toalha e álcool em gel. O local só possui álcool 70% líquido. Nas áreas de triagem dos pacientes não possui pia e, consequentemente, não é possível a higienização correta das mãos nessas salas.

“Além do que está faltando, alguns profissionais relataram que foram orientados a lavar o capote descartável para reutilização, mas os fiscais orientaram que isso não é recomendado. Vamos dar entrada amanhã na Secretaria de Saúde, na Vigilância Sanitária e no Ministério Público do Trabalho”, afirmou Weslley Feitoza, coordenador do departamento de Fiscalização.
O conselheiro enfermeiro Alexandre Souza esteve presente em todas fiscalizações e ressalta que apesar do Conselho estar fechado para o atendimento ao público, o trabalho não para. “Estamos fiscalizando intensamente os hospitais e unidades de saúde. Os inscritos também podem tirar dúvidas através do whatsapp”, afirmou Alexandre.
O presidente do Coren-AL, Renné Costa, destaca que é um direito recusar atividades que não ofereçam segurança ao profissional da saúde e às suas famílias, como é o caso da ausência de EPIs. A norma está prevista no Código de Ética do Profissional de Enfermagem, que possui a Resolução nº 564/2017, no capítulo dos Direitos Profissionais, em seu artigo 22.
“O momento não é fácil e entendemos que a compra de EPI’s está cada vez mais difícil, mas estamos prezando pela segurança do profissional de enfermagem que é a maior mão de obra da saúde. Se quem cuida adoece, como vamos cuidar da população?”, questionou o presidente ao afirmar que é importante frisar casos positivos como o do HEHA e do Samu.
- Conselheiro Alexandre no USB da Pitanguinha




