Em virtude dos acontecimentos recentes, o Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas vem a publico, em nome dos profissionais da Enfermagem, mostrar sua indignação pela forma como os futuros profissionais médicos da Faculdade de Medicina de Petrópolis expressaram a alegria com sua aprovação no curso de medicina de forma agressiva, grosseira e, acima de tudo, elitista denegrindo a imagem da Enfermagem, profissão que se justifica pela competência moral, ética, técnica e humanística no cuidado ao ser humano.
O Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro também publicou nota de repudio ao ato:
O Conselho Regional de Enfermagem repudia o ato organizado por acadêmicos da Faculdade de Medicina de Petrópolis durante um trote para a recepção de seus calouros. No momento da festividade, os alunos criaram uma letra de música que vem a denegrir toda a classe da Enfermagem, inclusive os graduandos, cantando o seguinte verso: “O enfermeiro vai se f…, eu sou o filho que seu pai queria ter”. O fato vem sendo divulgado em todas as redes sociais e imprensa daquele município, tornando a situação muito complexa.
A Enfermagem é uma profissão que mostra compromisso com a coletividade e a saúde do indivíduo, participando com dignidade, competência, humildade e responsabilidade no processo de cuidar. Trabalha atuando na proteção e promoção da saúde, e na prevenção, tratamento e recuperação de agravos com a ética legal. O Enfermeiro é agente ativo e indispensável no cuidado.
Lembramos que na área da saúde trabalhamos sempre em uma equipe multidisciplinar. Esta pode ser formada por enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais que reúnem suas competências para o bem estar do cliente assistido.
Diante do exposto manifestamos nosso repúdio ao desrespeito promovido por estudantes, que logo estarão atuando no campo profissional, à maior categoria da saúde, a Enfermagem
Sobre o Caso, o presidente do Conselho Federal de Enfermagem, Manoel Neri, também se posicinou em nota: “Esta agressão facista destes alunos a profissão de enfermagem, mostra o quanto é elitista a formação médica no Brasil. Uma das causas da crise que afeta o nosso sistema de saúde. Crise que não é só de financiamento, mais também da falta de humanidade.”
