Depois de quase mês de serviços paralisados e de muito esforço coletivo para retornar o mais breve possível, o Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren-AL) contratou um técnico de informação com especialidade forense para recuperar os dados dos discos que estão armazenados as informações de todos os profissionais de enfermagem do Estado. Paralelo as investigações, outras possibilidades estão sendo executadas.
O presidente do Coren-AL, Renné Costa, destacou que entende os transtornos que o problema está causando na vida de muitos profissionais. “No entanto, tudo que é possível está sendo feito para resolver o problema, mas leva tempo, principalmente porque nenhum dado pode ser perdido. Estamos correndo contra o tempo para solucionar nossos problemas”, explicou o presidente.
Os telefones, que também, estavam sem funcionar já retornaram nesta quarta-feira, dia 17. Durante a mudança do prédio da sede, foi solicitada a portabilidade de operadora que só foi concluído agora. Agora, o Conselho possui uma moderna central telefônica, com capacidade de atender 15 ligações simultaneamente.
“Com essa função, vamos resolver uma antiga reclamação dos inscritos com relação aos telefones do Coren-AL. Adquirimos ano passado essa central telefônica, tudo isso está detalhado em processos administrativos no nosso Conselho, disponíveis para quem quiser ver, porque a Lei exige isso”, destacou Renné.
Entenda o caso
Desde o dia 22 de fevereiro, depois da mudança para nova sede, o nosso servidor de dados, responsável por todas as informações dos profissionais de enfermagem não liga. Desde então, os técnicos do Conselho e especialistas no assunto atuam para resolver o problema.
Foi analisado que existiam cinco possibilidades e todas estão sendo testadas. São elas:
- Chamar técnico local para tentar resolver o problema. Porém não deu certo;
- Chamar a fabricante do servidor, a HP, para solucionar o problema, mas até agora não deu certo. Já foram substituídas 3 peças sem sucesso, mais duas estão para chegar a qualquer momento de São Paulo e do exterior, mas ainda existe o risco de não funcionar. Detalhe que as peças demoram no mínimo sete dias pra chegar e sob nenhuma hipótese a HP manda tudo de uma vez;
- Retirar os cinco HDs e levar ao Coren-SP para a extração de dados, porque lá existem outros servidores iguais ao nosso. No entanto, a fabricante informou que essa possibilidade representa um grande risco de perder todos os dados contidos nos HDs;
- Adquirir um novo servidor. Já realizamos a compra, mas não existe pronta entrega, a previsão de chegada é próxima sexta-feira, dia 18;
- Extrair os dados contidos nos seis HDs, por um Técnico de Informática Forense para inserir no novo servidor. Só existe um profissional com esse conhecimento em Alagoas que já foi contratado e está estudando o caso desde a última segunda-feira.
O gerente de TI do Coren-AL, Túlio Coelho, explicou que o sistema Incorp responsável pelos dados só funciona através de Intranet, ou seja, precisa obrigatoriamente de um servidor físico para o funcionamento. Diferente de outros sistemas que são onlines e podem ser executados via web.
“Estamos tentando improvisar com relação ao servidor, mas precisamos minimamente do banco de dados do Incorp para poder voltar a atender ao público. Por isso, o técnico forense está resgatando todas as informações necessárias”, detalhou Túlio.
Para voltar a atender ao público foi providenciado um servidor de backup e agora o Conselho aguarda os dados do TI forense, que podem chegar a qualquer momento.
